Não sou do tipo família, não sou pra casar, tampouco sou uma puta, só não curto o lance da "família margarina". Também não vim de uma, isso não fez de mim nem mais nem menos feliz, mas acho que me tornei uma pessoa " de verdade". Meu pai se separou da minha mãe quando eu tinha 4 anos e minha irmã 1 aninho, parecia o início de uma temporada de paz, mas as brigas continuaram por um bom tempo. Pais separados são uma delícia, eu achava ótimo. Você tem 2 casas, suas idas ao playcenter quadruplicam e a mesada dobra. Eu achava meu pai superlegal, pois ele cuidava da parte forfun, ele era do departamento " lazer e turismo ". Minhas melhores memórias de infância se resumem ao meu pai. Minha mãe era do departamento da " educação e bem estar ", ou seja, da chatice.Mas hoje sendo mãe, vejo que fui um pouco injusta com a minha. Puxa não tinha como ser divertida mesmo! Cabia a ela fazer com que eu e minha irmã estivéssemos sempre bem alimentadas, de banho tomado, com boas notas, saudáveis. Tarefa árdua. E chata. Pô, é chato fazer o papel de chata! Mas alguém tem que fazê- lo , não é mesmo?
Ser mãe é isso, você engravida, ama aquele serzinho milimétrico na tua barriga, engorda 40 quilos, sua pele fica cheia de estrias e manchas, seu peito cai; enfim você vira uma baranga. uma baranga feliz ou nem tanto, com depressão pós -parto, casamento desfeito, rotina pentelha pra cacete. Enfim se sacrifica pra caramba e o único bacana da história é o super paizão. Ok, se você tiver uma filha menina, talvez daqui 20 ou 30 anos ela também se torne mãe e reconheça que você é legal, bacaninha vai....
Um comentário:
tenho uma tia muito legal sempre
visita mesmo não estando com saude
da presente gostaria de presentea-la
com uma poesia mas preciso de ajuda.
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